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Channel: POETAS SIGLO XXI - ANTOLOGIA MUNDIAL + 20.000 POETAS: Editor: Fernando Sabido Sánchez #Poesía
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RODRIGO GARCIA LOPES [14.330] Poeta de Brasil

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Rodrigo Garcia Lopes 

Nació en Londrina (Paraná, Brasil), el 2 de octubre de 1965. Licenciado en Periodismo.  Publicó la página literaria de las revistas "Leitura" e as revistas "Hã". Trabajó en los periódicos de São Paulo ("Ilustrada") e Curitiba ("Nicolau").De 1990 a 1992 vivió en los Estados Unidos, donde logró un título de maestría en la Universidad Estatal de Arizona con una tesis sobre las novelas de William S. Burroughs. 
Vive en la isla de Florianópolis. 

Bibliografía 

Poesía 

-Nômada. Rio de Janeiro, Lamparina, 2004. 
-Polivox. Poemas 1997-2000 Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2001 
-Poemas Selecionados (1984-2001) Londrina: AtritoArt Editorial, 2001 
-Visibilia. Poemas 1994-1997. Rio de Janeiro: Sette Letras, 1997. 
-Solarium. Poemas 1984 -1994. São Paulo: Editora Iluminuras, 1994

Traducción 

-Iluminuras: Gravuras Coloridas. Tradução de “Illuminations–Painted Plates”, de Arthur Rimbaud. São Paulo: Editora Iluminuras, 1994. 
-Sylvia Plath: Poemas. Apresentação e seleção de poemas de Sylvia Plath. São Paulo: Editora Iluminuras, 1990. 
-Mindscapes: Poemas de Laura Riding. Tradução e apresentação da poeta modernista norte-americana Laura Riding. São Paulo: Editora Iluminuras, 2004 
-Leaves of Grass / Folhas de Relva Tradução fac-similar da primeira edição de Leaves of Grass, de Walt Whitman. São Paulo: Iluminuras Lançamento: primeiro semestre de 2005. 
-The Seafarer / O Navegante Tradução do poema anglo-saxão (c. 450-c.1100) Rio de Janeiro: Lamparina, 2004. 

Entrevistas 

-Voces y Visiones: Panorama de Arte y Cultura de América del Norte en la actualidad. Entrevistas con 19 escritores, críticos, poetas y artistas americanos (Marjorie Perloff, John Cage, John Ashbery, Meredith Monk, Nam June Paik, Allen Ginsberg, Laurie Anderson, Gary Snyder y otros). São Paulo: Editora Illuminations 1996. 
Música (CD) 
-Polivox (Independiente, 2001) 

Teatro 

-Iluminaciones. Estampados coloridos. Con Mauricio Arruda Mendonça, Sidney Giovenazzi y Adriano Garib (1994) 




ANTOLOGÍA DE POESÍA BRASILEÑA, edición de Jaime B. Rosa. Organización Floriano Martins y José Geraldo Neres.  Muestra gráfica y portada Hélio Rôla. Edición bilingüe  Português - Español.   Valencia, España: Huerga & Fierro editores, 2006.  247 p   




EN RIDING

Vivir en uña realidad de palabras,
con la conciencia de que, a cada paso, falla,
mientras atenta a lo que cada instante despierta,
es la ambición de la poesía cuando traba,
con el artificio mortal de la absorción —esclava
del son que la persigue como un alerta—
entre letra y mente una batalla.





EM RIDING

Viver numa realidade de palavras,
com a consciência de que, a cada passo, falha,
no entanto atenta ao que cada instante desperta,
É a ambição da poesia quando trava
com o artificio mortal da absorção — escrava
do som que a persegue como um alerta —
Entre letra e mente uma batalha.






SPIRITUS MUNDI

La voz toca el vientre de la aceleración. En el Museo del
Día objetos reverberan en el tatuaje de la memoria de
sus habitantes. Abducido, el ojo humanimal es de un
metal necrosado y devorador, racimo de genes durante
la presurización. Claros del bosque. La matriz translúcida 
como presencia del religare, tigre de Lascivia y su
danza filosófica. La vía del tacto. Islas femeninas. Dentro 
y fuera comercializan artículos baratos y tapetes persas 
donde me encuentro: la escritura de luz en las espaldas 
de la joven geisha dispersa, un continente hecho de
bloques semovientes y parpadeantes de hielo. Atraqué
consonantes, con cimitarras certeras, y nada. Alguien
subiendo el volumen de la mata. Los nómadas mirarán
hacia atrás: entreverán la avalancha en su dirección,
nada que un abanico no pueda indicar, un tiro de
alguien. La captura se da al camino, con nuestras presas
envueltas en tejido de tul, casi transparentes. En la fuga,
casi sin saliva, la araña deja sus huéspedes de cera para
su exposición en Lexotan, mientras contorsionistas rigen
el viento con un manual de hermenéutica. Es preciso
reconocer las trillas jesuítas, marca de agua revelando
minas, musgos y brotes en densidad alborozada, proliferante, 
una imagen de mundo que no refleja nuestra
mente, mar entrando surto. El lugar desde donde te veo
es tan distante que bien podría ser aquí.




SPIRITUS MUNDI

A voz toca no ventre da aceleração. No Museu do Dia
objetos ecoam na tatuagem da memória de seus habi-
tantes. Abduzido, o olho humanimal é de um metal
nécrosadò e devorador, racimo de genes durante a pres-
surização. Clareiras. A matriz translúcida como pre-
sença de religare, tigre de Lascívia e sua dança filosófi-
ca. A estrada dó tato. Ilhas femininas. Dentro e fora
comercializam artigos baratos e tapetes persas onde me
encontro: a escrita de luz nas costas da jovem gueixa
dispersa, um continente feito de blocos moventes e pis-
cantes de gelo. Atraquei consoantes, com cimitarras cer-
teiras, e nada. Alguém aumentando o volume da mata.
Os nómades olharão para trás: enxergaram a avalanche
em sua direção, nada que um leque não possa indicar,
um tiro de alguém. A captura se dá a caminho, com nos-
sas presas embrulhadas em tecido de tule, quase trans-
parentes. Na fuga, quase sem saliva, a aranha deixa
seus hóspedes de cera para exposição em Lexotan,
enquanto contorcionistas regem o vento com um
manual de hermenêutica. É preciso reconheceras trilhas
jesuítas, marca d'água revelando ruínas, musgos e bro-
tos em densidade alvoroçada, proliferante, uma imagem
de mundo que não reflete nossa mente, mar, entrando
em surto. O lugar de onde você veio-é,tão distante que
pode muito bem ser aqui.





       DESCALZA, LA MENTE SE SIENTE MÁS AMPLIA,
instaura su imperio fugaz.
No te conduce -repetida narrativa
soltando hilos por el camino-
y sí pariendo cortes abruptos
en la veranda:
La nota rápida, espasmo en el diafragma, detalle de leño.
Dar continuidad es negar el acaso -ejemplo
de milagro y sincronía, cuando el sueño
roza el rostro y se torna visión.

El objetivo es inmediato: fusión.
El yo no se apodera de las cosas
las deja (sus almas ociosas)
hablar, farfullar, hasta el fin, fallar.

La historia simultánea de las cosas
un día contará su fábula.




          DESCALÇA, A MENTE SE SENTE MAIS AMPLA,
instaura seu império fugaz.
Não te conduz — repetida narrativa
deixando fios pelo caminho—
e sim parindo cortes abruptos
na varanda:
A nota escrita rápida, espasmo no diafragma, detalhe
de lenho.
Dar continuidade é negar o acaso — exemplo
de milagre e sincronia, quando o sonho
Roça o rosto e vira visão.

O objetivo imediato é: fusão.
O eu não se apodera das coisas
Deixa-as (suas almas ociosas)
falar, farfalhar, até o fim, falhar.

A história simultânea das coisas
Um dia irá contar sua fábula.

        (Em Polivox, Atrito, 2001)




Cityscape

Carros avançam em nossa direção: eis o épico contemporâneo. Ítaca na esquina, Odisseu o mendigo lendo um anúncio travado no chão. Brisa de buzinas o atordoando, atraindo-o para o fluxo & atropelo. Da sinagoga slogans na multidão de rostos anônimos. Ele é o herói transubstanciado de outras eras, ou uma hera plugando o meio das coisas com o que sua flora de aço, voracidade, revela: não há silêncio, luzes traçam linhas de fuga, teu rosto fugaz atrás dos vidros, mancha de detalhe, disparo. Tudo sucede por fluxo e acumulação. Prolifera, fera, néon das lojas de conveniências, você sob eterna vigilância, e as imagens, as imagens. O minuto pede pra ser consumido como mais uma comodidade (impossibilidade) por isso precisa ser veloz, para que a morte não tenha como amortecer as interrupções que a ferem até sangrar para que a verdade não tenha tempo de instalar seu leão de gerânios, sua folha de erva e visão. Pense em Agora e toda uma rede se instala em seu cérebro. Este perfume vindo da vitrine lembra uma idéia, e se estilhaça no instante necessário para que o tempo pare.

(Em Nômada, 2004)




ZEITGEIST

Nocauteando celebridades disfarçadas de pingüins
Monitorando a muvuca das transações e trapaças alpinistas
Serpenteando entre escadarias cravejadas de citações
Chutando o balde do crepúsculo com o bebê da aurora dentro
Chegando firme na dividida com a mentira, pisando o calo da calúnia
Colecionando estoques de paciência e delatores pederastas
Beliscando morenas de fiberglass e pixels de altíssima definição
Pegando marqueteiros pela orelha, levando o bispo milionário pelo pescoço
Mostrando seu catálogo de golpes de jiu-jítsu para web designers
Apavorando editores de moda com crucifixos de merda
Partindo pra ignorância pra cima das floriculturas
Esfaqueando a manhã e as boas intenções com sua adaga afiada
Pulverizando jogadores de genoma e modelos chipadas
Dando geral nos arquivos adulterados dos tribunais de justiça
Assaltando pipoqueiros metafísicos e banqueiros artistas de fim de semana
Distribuindo pirulitos de ácido para críticos literários
Arrebentando a boca da razão com denúncias inconseqüentes
Estrangulando docemente a tarde carregada de câmeras de vídeo & trance music
Pregando a irresponsabilidade fiscal, e anthrax para todos,
Rifando o shopping lotado de idéias fixas com um grito de jihad
O homem-bomba entra no poema.

(Em Nômada, 2004)




EL DUENDE

O dia lapida
o lado mais raro
da dor.

A mulher transpira
pelos poros iridescentes
dos dias.

Há dias
em que um homem
tem o tamanho de uma flor.

(De Polivox, 2001)





Há anos vende seu peixe
podre
seu suflê de vísceras
para vegetarianos sem o menor senso de humor.

Há tempos leciona
o dialeto do caos
dá conselhos ao sol
vende orquídeas escritas com
seu sangue
para vampiros que têm medo do vermelho.

Há séculos ele pratica
a extinta arte da pluviometria
fabrica idéias inúteis
conta os carros da esquina
compondo um poema longo e atroz.

Há minutos ele liga
Para uma secretária eletrônica
Que repete, estranho, exatamente
A gravação de sua própria voz.

(De Nômada, 2004)





Rito

Alertas, trapaças, cobranças, compromissos:
Quantas ilhas sem edição, vidas sem viço,
A morte visita sem aviso?
E, afinal, pra que mesmo tudo isso?

O que deu nesse mundo, caduco,
O que ficou do tempo em que viver
Era mais que só mudar de assunto
Era rito, um estado de espírito?

Ou quando olhar era uma reza,
Pensar que revelava a leveza,
Música vindo de dentro
(Precisa de centro?)

Uma revolução do sentir nos fez ateus:
Quisemos então ver a face de Deus.

E você a meu lado, lembra
De quando bastava uma fagulha
Pra explodir uma Bastilha?





Poemas extraídos de NA VIRADA DO SÉCULO: poesia de invenção no Brasil, organização de Claudio Daniel e Frederico Barbosa.  São Paulo: Landy, 2002.  348 p. 



            STANZAS IN MEDITATION

         para Henry David Thoreau

Folhas negras caem, rufam em profusão. O vento encrespa a
Água, Tempo, enruga
faces. Um vale revela
canyons, grutas:
em silêncio, exploramos o interior

destas montanhas: uma chuva fina, estranha,
começa a cair
e súbito dissipa —
O ruído áspero
de uma vespa. Este é o céu, claro, como metal. E aquilo,

A fumaça abandonada por um trem, talvez. Flores
Se dissolvem nos olhos, e nos debruçamos sobre velhas lendas
conferindo as pegadas de um animal desconhecido.
A trilha termina num riacho.
A água se surpreende com este vento todo
que vem do Oeste
e que agita a sinfonia das árvores.

Neblina nítida, colinas, um vapor neste espelho.
Num ponto qualquer da paisagem captamos
seus olhos verdes, mudos, fixos na relva úmida.
Um animal e você contemplam do mirante
este milagre
a baía vazia
— a areia do dia exibindo sua rasante —
rochedos & distâncias, como antes,
animada pelas danças do vento
fazendo desta ausência
presenças manifestas em tudo:

chuva
que desaba
entre os olhos
abertos
da serpente.
Um flash
de luz
entre os bambus

o silêncio do sonho
traduzindo
uma imagem-movimento
que se desfaz
entre a verdade dos instantes.




ERÓTICA DAS SOMBRAS

Lendo na contraluz que o tempo alucina
Nas rótulas de ondas que em amarelo artéria barbarizam
Enquanto a boca apressa, sibilina,
entre sons (devorados de sentidos). Içam
o mar vertiginoso e kanjis de nuvens
nos olhos cheios de deus, Sal.
No biombo das montanhas — rugem
No sfumatto mental da fala e do Caos.
Na textura sépia da superfície de sons
Uma face letal lateja e se transmuta
(Estátua de estrondos, trilha de acenos)
Muda e nos sorri. Escuta
os espelhismos cifrados da manhã,
Lábio, na pele da romã.


*


inimigo
espelho da face
ecoa
(inacabado)
cai em rubra cortina
—em
câmera
lenta —
dobras sobre colinas
atordoado argumento:
qual paisagem
é real?
A de Jade, pedra de flanco, ou a que é já?
Vôos reluzem (circulares) — é o azul que se desfolha
Entre jatos
Minaretes-araucárias imprimem em  símbolos
inventam a fala na pele de Laylak.
A hora furiosa solta-se, inçada
de vegetais e estática.
Sombras vomitam a distância,

Mandala de espantos.


*


No centro, alguma agulha o olho —
Agharta: lágrima no céu laranja.
Plumas de carne escrevem
a tarde celofane.
Ouro ecoa.
Quando voa —
está dormindo.
No agora gótico das sombras
teu lábio (calêndula) modula (calcina)
o matiz da invisível voragem
de ondas gongas:
Tempo, tudo o que a íris invê
no sudário das dunas, na curva de um silêncio.




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